sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Dezembro / 2015 - Daniela Araújo



Dezembro / Daniela Araújo
Te ouço no silêncio
Quando os teus ruídos eu não entendo
Procuro suas respostas
Mesmo quando não tenho as perguntas certas
A vida é perigo
E a gente corre risco sem querer
Entre o choro e o riso
A gente não sabe quem vai ganhar ou perder
Fé, e a esperança vem
A esperança Vem
Fé, e a esperança vem
Não posso confiar por um segundo
Se penso e repenso tudo num minuto
Mas você tanto me amou
Que colocou a eternidade no meu coração
Toda essa angustia em pertencer
Toda vontade de saber
Todo o sentido de viver
Se resume em você
Fé, e a esperança vem
A esperança Vem
Fé, e a esperança vem

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Por que até cristão fala palavrão?

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” (Efésios 4:29)



domingo, 17 de dezembro de 2017

O ser humano está ficando selvagem

Três graves acontecimentos  foram notícia  no Brasil esta semana, mostrando claramente o nosso abismo civilizatório e a inquietante situação de completa destruição do tecido social brasileiro.

1. Um Papai Noel foi apedrejado em um bairro de classe baixa, pois  seus doces acabaram. A criançada resolveu “punir” o bom velhinho, um homem que até tempos atrás era visto como um benfeitor - tanto por crianças pobres quanto ricas. 

2. Em um jogo de futebol - a paixão nacional - no Maracanã, torcedores protagonizaram cenas de selvageria explícita. O local se tornou uma praça de guerra. A internet nos mostrou cenas inacreditáveis de uma horda furiosa de bandidos/torcedores que descaradamente roubava os pobres vendedores ambulantes do entorno. 

3. Numa cidadezinha do Rio Grande do Sul, criminosos invadiram o fórum da cidade para libertar outro marginal que estava sendo ouvido e para tanto matariam a juíza do processo. Por extrema sorte e proteção divina um policial armado conseguiu salvar a vida da magistrada - que aos berros não entendia o que se passava.

Em todos os casos, a questão civilizatória é o cerne do problema. O brasileiro do atual progressista Brasil se tornou um primitivo em questões de convívio  e respeito social. Tenho  notado a mudança absurda do comportamento dos meus compatriotas. Foi um processo relativamente rápido. O degradante fenômeno é observado em todas as classes sociais e em todos os ambientes: das escolas e até numa simples fila de um banco qualquer. Em pouco mais de duas décadas, o país tornou-se um lugar rude, bem mais rude do que era. Um povo cheio de direitos e isento de obrigações ético-morais.

No novo Brasil, forjado pelos valores marxistas, a cordialidade deu lugar ao primitivo. Uma sociedade que não  tinha atingido um estágio civilizatório pleno regrediu para se tornar uma sociedade sem limites, freios ou a mínima noção de civilidade. A família deixou de ser o investimento básico da nação e tentam substituí-la por arranjos doentios e degenerados, em nome do moderno e do famigerado “mundo melhor”, mais tolerante.

Os reflexos e impactos desta nefasta mudança de comportamento e do tecido social desestruturado apontam para uma séria e importante regressão civil. Isto custará ainda mais caro ao nosso atraso enquanto nação. O número assustador de crimes no país é uma consequência direta  dos novos conceitos sociais - todos eles invertidos na essência -,  adotados pelos brasileiros, ou boa parte deles. 

Um país que apresenta todos os cacoetes de uma ideologia ressentida, deletéria, que substitui valores e princípios indispensáveis à uma sociedade minimamente civilizada, por relativismo moral e ético - onde tudo é permitido. Lugar onde a culpa e os escrúpulos foram abolidos em nome de qualquer tratado ordinário que beneficia o erro sem punição ou consequências. Cidadãos e bandidos passaram a ter o mesmo status social e assim são devidamente reconhecidos e tratados pelo Estado e suas instituições.

A convivência relativamente pacífica de outrora deu lugar aos mais primitivos e selvagens instintos dos cidadãos que cheios de si e transbordando segurança, não mais respeitam pessoas, normas ou fundações oficiais.

O episódio do ataque ao fórum da cidade gaúcha deixa claro que nem mesmo os bandidos têm mais qualquer tipo de barreira. Não há lei, não há justiça, ninguém merece respeito. Que sirva de lição para os membros do Poder Judiciário, que tanto ajudaram a modelar esta nova e desestruturada sociedade.

Por fim, resta dizer que estamos em apuros. O Brasil ruma à barbárie. É prematuro alimentar-se de qualquer otimismo. Não sabemos se conseguiremos reverter este processo ou perderemos nosso país - definitivamente ou não -, para o crime e para a total ausência de evolução civilizatória.

O  futuro do Brasil é deveras preocupante!